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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

A Idade das Trevas grega


A chegada dos dórios aos Bálcãs transformou inteiramente a organização dos povos que ocupavam a região.


Toda vez que fazemos referência à “Idade das Trevas” o mundo medieval se torna a primeira imagem que toma a cabeça de muitos que têm um conhecimento superficial sobre História. Além de ser uma definição distante das várias características do período medieval, essa expressão também aparece para salientar um curto período histórico ligado à Grécia Antiga.

A “Idade das Trevas” da Grécia Antiga remete ao processo de formação da civilização grega. A partir do século XV a.C., os habitantes da Ilha de Creta sofreram a invasão de outros povos que ocuparam regiões diversas da Península Balcânica. Primeiramente, os aqueus impuseram sua dominação dando origem a uma nova cultura que seria responsável pela formação da civilização micênica.

Logo em seguida, eólios e jônios também passaram a coexistir nesse espaço empreendendo uma nova feição às regiões anteriormente marcadas exclusivamente pelo desenvolvimento da civilização cretense. Por volta do século XII a.C., os dórios realizaram um violento processo de dominação marcado pela destruição e o saque de grandes centros urbanos da Península Balcânica.

Tal advento marcou a Primeira Diáspora Grega, momento em que as antigas características econômicas, políticas e sociais presentes nos Bálcãs perderam espaço para uma nova série de costumes e instituições formuladas a partir da desarticulação causada pela ocupação dórica. O comércio marítimo e as diversas manifestações artísticas perderam campo para uma cultura material mais simples e uma economia de caráter predominantemente agrícola.

Dessa forma, a chamada “Idade das Trevas” grega ganhou espaço com o fim de todo amplo leque de saberes e hábitos mantidos pela civilização creto-micênica. Entre outras modificações que comprovam tal situação, também podemos destacar a substituição dos antigos rituais funerários e a construção de grandes túmulos para cremação dos corpos. Paralelamente, o uso da escrita se manteve ausente, aparecendo três séculos depois com a adoção do alfabeto desenvolvido pelos fenícios.

A disponibilidade de informações sobre as experiências históricas ocorridas nesse período é bastante limitada. A maior fonte de informação se encontra em Ilíada e Odisseia, duas narrativas posteriormente registradas pelo poeta grego Homero, onde fala sobre a Guerra de Troia e as aventuras do herói Ulisses. Em razão de sua importância, esse poeta acabou dando nome aos dois primeiros períodos da história grega.


Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola

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