Tradução - Translation - Traducción

Parceiro


Excelência em prestação de serviços

Oferecemos suporte de qualidade aos nossos clientes, para apoiá-los nas seguintes atividades:

· Solução de dúvidas, incluindo apoio na seleção da melhor opção entre diversas disponíveis.

· Instalação e manutenção de equipamentos, bem como implementação de soluções técnicas e gerenciais.

· Sistema de registro de chamados de forma a permitir atendimento personalizado e acompanhamento do status do chamado, durante o tempo de resposta.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Egito

Egito
Bandeira do Egito

Localizado na porção nordeste do continente africano, na região denominada África Mediterrânea, o território do Egito possui fronteira terrestre com a Ásia. Limita-se a oeste com a Líbia, ao sul com o Sudão, a nordeste com a Faixa de Gaza e Israel, além de ser banhado pelo Mar Mediterrâneo ao norte e pelo Mar Vermelho a leste.

O Egito é considerado berço de uma das mais importantes civilizações da Antiguidade, e possui uma das histórias mais longas do mundo. Dinastias de Faraós ergueram construções grandiosas, como as pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos, consideradas patrimônios da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). 

 

Pirâmides de Quéops

O Egito é o terceiro país mais populoso da África, com aproximadamente 84,4 milhões de habitantes. Mais de 90% desse contingente populacional reside nas áreas próximas às margens do Rio Nilo e na costa do Mar Mediterrâneo, visto que as outras regiões do país são desérticas, ocupadas pelo Deserto do Saara.

O Rio Nilo é a principal fonte de vida e trabalho, através dele é realizado o abastecimento de água e energia elétrica, possibilitando o desenvolvimento da atividade agrícola. Os principais cultivos são de arroz, trigo, algodão e milho. Também há criações de ovelhas, cabras e aves.

A produção e exportação de petróleo são essenciais para a capitação de receitas financeiras. O país ainda possui reservas de gás natural, carvão, manganês, minério de ferro e urânio. O setor industrial, pouco diversificado, baseia-se na produção de alimentos, têxtil e refino de petróleo. Outra atividade econômica de grande relevância é o turismo. As belezas naturais e a riqueza histórica e cultural são fatores que atraem milhões de visitantes ao Egito.

Na política, a nação conseguiu um feito histórico, a renúncia de Hosni Mubarak, que ocupou o cargo de presidente durante 30 anos. Mubarak assumiu a presidência nacional após a morte do então presidente Anwar Sadat, assassinado em 1981 por fundamentalistas mulçumanos.

 

Hosni Mubarak, 82 anos, exerceu o cargo de presidente do Egito durante 30 anos
Desde que assumiu a presidência, ele reprimiu grupos extremistas islâmicos e teve o apoio dos Estados Unidos da América (EUA). O líder egípcio manteve a Lei de Estado de Emergência durante seus 30 anos de mandato, permitindo ao governo prender e manter detida uma pessoa sem acusação judicial, além de proibir manifestações populares.

Esse cenário, além dos problemas socioeconômicos enfrentados pela população, motivou uma onda de protestos populares para a saída de Mubarak. Após 18 dias de manifestações, sobretudo na Praça Tahir, e de “pressão” de alguns países, Hosni Mubarak entregou o cargo ao Exército Nacional no dia 11 de fevereiro de 2011. O Exército se comprometeu a realizar reformas constitucionais e suspender o Estado de Emergência.

 

Brasão do Egito

Dados do Egito:

Extensão territorial: 1.001.449 km².

Localização: Oriente Médio.

Capital: Cairo.

Clima: Árido subtropical.

Divisão administrativa: 27 governadorias.

Idiomas: Árabe.

Religião: Islamismo 84,4%, cristianismo 15,1% (ortodoxos 13,6%, outros 1,5%), sem religião e ateísmo 
0,5%.

População: 84.474.247 habitantes. (Homens: 42.476.508; Mulheres: 41.997.919).

Composição Étnica: Árabes egípcios 98%, árabes beduínos 1%, núbios 1%.

Densidade demográfica: 84,3 hab/km².

Taxa média anual de crescimento populacional: 1,82%.

População residente em área urbana: 43,4%.

População residente em área rural: 56,6%.

População subnutrida: menor que 5%.

Esperança de vida ao nascer: 71 anos.

Domicílios com acesso a água potável: 98%.

Domicílios com acesso a rede sanitária: 66%.

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): 0,620.

Moeda: Libra egípcia.

Produto Interno Bruto (PIB): 187,9 bilhões de dólares

PIB per capita: 2.275 dólares.

Relações exteriores: Banco Mundial, FMI, OMC, ONU, UA.
Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola

Emirados Árabes Unidos


Bandeira dos Emirados Árabes Unidos

Localizado na Península Arábica, no Oriente Médio, o território dos Emirados Árabes Unidos limita-se com a Arábia Saudita (ao sul e oeste), Qatar e Golfo Pérsico (ao norte), Omã (a leste). O país é composto por sete emirados localizados na entrada do golfo Pérsico, são eles: Abu Dhabi, Ajman, Dubai, Fujairah, Ra’s al- Khaimah, Sharjah, Umm al-Quawain. Essa formação foi estabelecida oficialmente no dia 2 de dezembro de 1971, e cada um dos emirados possui total soberania sobre os assuntos internos.

Dubai, o emirado mais conhecido atualmente, detém a maior concentração populacional do país. Sua economia, diferentemente dos outros emirados, não se baseia na exploração do petróleo e gás natural, somente 7% da renda local é oriunda desses produtos. O grande responsável pelos recursos financeiros de Dubai é a Zona Franca Jebel Ali, onde está localizado o porto de Dubai, além da grande quantidade de empresas transnacionais que alavancam a economia.

Esse emirado está passando por uma grande recessão econômica, sendo a sua dívida, estimada em 80 bilhões de dólares. Fato que levou Dubai a solicitar ajuda financeira ao emirado de Abu Dhabi (grande exportador de petróleo).


Burj Khalifa, localizado em Dubai, é a maior construção do planeta

O território dos Emirados Árabes Unidos é desértico e pontilhado por oásis, com regiões montanhosas e praias. A população é composta por grande presença de imigrantes – aproximadamente 75%. O islamismo é a religião predominante nos Emirados, entretanto, suas regras apresentam maior flexibilidade, sendo permitido o consumo de bebidas alcoólicas nos hotéis e as mulheres podem andar com o rosto descoberto.

A economia nacional tem no petróleo, sua principal fonte de riquezas. Estima-se que suas reservas podem ser superiores a 90 bilhões de barris. O país é de grande importância para a economia mundial, resultado de políticas econômicas comerciais que se fundamentam nas isenções fiscais para investimento de capital internacional.


Brasão de Armas

Dados dos Emirados Árabes Unidos:

Extensão territorial: 83.600 km².

Localização: Oriente Médio.

Capital: Abu Dhabi.

Clima: Árido tropical.

Governo: Federação de monarquias islâmicas.

Divisão administrativa: 7 emirados.

Idioma: Árabe.

Religião: Islamismo, 76,8%, cristianismo, 12,5% (católicos, 5,6%, ortodoxos, 3,2%, outros, 3,7%), hinduísmo, 8,4%, sem religião e ateísmo, 2,3%.

População: 4.598.600 habitantes. (Homens: 3.093.246; Mulheres: 1.505.354).

Composição Étnica: Árabes emirenses, 25%, outros árabes, 23%, sul-asiáticos, 50%, outros, 2%.

Densidade demográfica: 55 hab/km².

Taxa média anual de crescimento populacional: 0,23%.

População residente em área urbana: 77,95%.

População residente em área rural: 22,05%.

População subnutrida: menor que 5%.

Esperança de vida ao nascer: 78,5 anos.

Domicílios com acesso a água potável: 100%.

Domicílios com acesso a rede sanitária: 97%.

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): 0,815 (muito alto).

Moeda: Dirham.

Produto Interno Bruto (PIB): 191.465 milhões de US$.

PIB per capita: 43.709 de US$.

Relações exteriores: Banco Mundial, FMI, OMC, ONU, OPEP.
Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola

Equador


Bandeira do Equador

Localizado no noroeste da América do Sul, o território do Equador limita-se com a Colômbia (ao norte), Peru (ao sul e a leste) e com o oceano Pacífico (a oeste). Seu nome origina-se da linha imaginária que divide o planeta em dois hemisférios e que atravessa o país em toda a sua dimensão. Além do território continental, também faz parte do país, as ilhas Galápagos (localizadas a 960 quilômetros), muito conhecidas por terem sido estudadas por Charles Darwin, que elaborou a Teoria da Evolução das Espécies.

O Equador foi colônia espanhola, após várias tentativas de independência, o general Antonio José de Sucre, enviado de Simón Bolívar, derrotou o exército espanhol em 1822. O país, juntamente com a Colômbia, Venezuela, Equador e Panamá, passou a integrar a Federação da Grã-Colômbia. No dia 24 de maio de 1830, o Equador tornou-se um estado autônomo, oficializando sua independência.

Seu território, no noroeste da América do Sul, é cortado por duas cadeias montanhosas da Cordilheira dos Andes. Entre elas há um planalto central (altiplano), onde fica Quito, a capital, e onde predominam moradores de origem indígena. No litoral, habitado principalmente por negros, mulatos e descendentes de europeus, desenvolvem-se as culturas de café, cacau e, em especial, a banana, produto do qual o Equador é um dos grandes exportadores mundiais.

Coberta pela selva amazônica, a região leste possui importantes reservas de petróleo. Em 2001, uma grave crise econômica levou o governo a abandonar a moeda nacional, o sucre, e a adotar o dólar. Em fins de 2006, Rafael Correa foi eleito presidente da República.


Brasão de Armas do Equador
Dados do Equador:

Extensão territorial: 283.561 km².

Localização: América do Sul.

Capital: Quito.

Clima: Equatorial (zona litorânea) e equatorial de altitude (interior).

Governo: República presidencialista.

Divisão administrativa: 21 províncias subdivididas em cantões e paróquias.

Idioma: Espanhol.

Religião: Cristianismo, 97,5% (católicos, 92%, outros, 5,5%), outras, 1%, sem religião e ateísmo, 1,5%.

População: 13.625.069 habitantes. (Homens: 6.824.856; Mulheres: 6.800.213).

Composição Étnica: Eurameríndios, 55%, ameríndios, 25%, europeus ibéricos, 10%, afro-americanos, 10%.

Densidade demográfica: 48 hab/km².

Taxa média anual de crescimento populacional: 1%.

População residente em área urbana: 66,31%.

População residente em área rural: 33,69%.

População subnutrida: 15%.

Esperança de vida ao nascer: 74,8 anos.

Domicílios com acesso a água potável: 95%.

Domicílios com acesso a rede sanitária: 84%.

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): 0,695 (alto).

Moeda: Dólar americano.

Produto Interno Bruto (PIB): 44.400 milhões de US$.

PIB per capita: 3.328 de US$.

Relações exteriores: Banco Mundial, Comunidade Andina, FMI, Grupo do Rio, OEA, OMC, ONU.
Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola

Eritreia


Bandeira da Eritreia

A Eritreia está localizada na região conhecida por Chifre da África, seu território limita-se com Djibouti (ao sul), Etiópia (a oeste) e Sudão (a noroeste), além de ser banhado pelo mar Vermelho (a leste). Sua posição geográfica é de grande importância, pois localiza-se no estreito de Bab el Mandeb, ponto de passagem entre o Canal de Suez e o oceano Índico.

O país foi criado pela Itália em 1º de janeiro de 1890, sendo ocupado pelos italianos até 1941. Posteriormente, a Eritreia ficou sob domínio britânico (1941-1952). A Organização das Nações Unidas (ONU), em 1952, concedeu autonomia ao país, que se federou com a Etiópia. Somente no dia 24 de março de 1993 a Eritreia obteve sua independência, tornando-se o país mais jovem da África.

Uma guerra que se prolongou por mais de 30 anos com a Etiópia devastou o país, deixando aproximadamente 100 mil mortos e 350 mil refugiados. Os dois países travaram outro confronto em 1998 disputando áreas fronteiriças, e chegaram a um acordo de paz em 2000.

As atividades econômicas no país são prejudicadas pela irregularidade das chuvas e as consequências dos vários anos de guerra. A agricultura de subsistência é praticada por 80% da população nacional. O setor industrial concentra-se na capital, Asmara, e baseia-se na fabricação de produtos alimentícios, têxteis e artigos de couro.

A população enfrenta vários problemas de ordem socioeconômica – 68% dos habitantes são subnutridos; grande parcela da população é portadora do vírus HIV; o índice de analfabetismo é altíssimo (36%) e a maioria da população vive com menos de 1,25 dólar por dia, ou seja, abaixo da linha de pobreza.


Brasão de Armas da Eritreia
Dados da Eritreia:

Extensão territorial: 117.600 km².

Localização: África.

Capital: Asmara.

Clima: Árido tropical.

Governo: República presidencialista.

Divisão administrativa: 6 regiões.

Idioma: Árabe e Tigrina.

Religião: Cristianismo, 50,5% (ortodoxos, 46,3%, outros, 4,2%), islamismo, 44,7%, sem religião e ateísmo, 4,1%, crenças tradicionais, 0,7%.

População: 5.073.279 habitantes. (Homens: 2.495.201; Mulheres: 2.578.078).

Composição Étnica: Tigrinas, 50%, tigres e cunamas, 30%, afars, 4%, sahos, 3%, outros, 13%.

Densidade demográfica: 43 hab/km².

Taxa média anual de crescimento populacional: 3%.

População residente em área urbana: 21,1%.

População residente em área rural: 78,9%.

População subnutrida: 68%.

Esperança de vida ao nascer: 57,2 anos.

Domicílios com acesso a água potável: 60%.

Domicílios com acesso a rede sanitária: 5%.

Moeda: Nakfa.

Produto Interno Bruto (PIB): 1.316 milhões de US$.

PIB per capita: 271 de US$.

Relações exteriores: Banco Mundial, FMI, ONU, UA.
Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola

Eslováquia


Bandeira da Eslováquia

A Eslováquia é um país localizado no leste do continente europeu, limita-se com a República Tcheca (a oeste), Polônia (ao norte), Ucrânia (a leste), Hungria (ao sul), Áustria (oeste).

O país integrava a Tchecoslováquia, e com a fragmentação pacífica do território entre tchecos e eslavos foram criados, em janeiro de 1993, dois estados autônomos: a Eslováquia e a República Tcheca. Os montes Cárpatos ocupam a maior parte do território eslovaco, formando uma barreira natural entre as planícies da Polônia (ao norte) e as da Hungria (ao sul).

As terras férteis do vale do rio Danúbio são utilizadas para o cultivo de cereais, trigo, batata, beterraba, girassóis e frutas. O setor industrial tem se fortalecido por meio de investimentos estrangeiros e um intenso processo de privatização, proporcionando o desenvolvimento industrial e econômico no país. Os principais segmentos da indústria são: eletrônica, engenharia química, automotiva, engenharia mecânica e tecnologia da informação. No entanto, a taxa de desemprego continua alta, em 2008, 10% da força de trabalho nacional estava desempregada.


Brasão de Armas da Eslováquia
Dados da Eslováquia:

Extensão territorial: 49.035 km².

Localização: Europa.

Capital: Bratislava.

Clima: Temperado continental.

Governo: República parlamentarista.

Divisão administrativa: 8 regiões.

Idioma: Eslovaco (oficial), húngaro, tcheco, línguas regionais.

Religião: Cristianismo, 84,8% (católicos, 72,2%, protestantes, 9,3%, outros, 3,3%), sem religião, 11,5%, ateísmo, 3,7%.

População: 5.405.743 habitantes. (Homens: 2.622.335; Mulheres: 2.783.408).

Composição Étnica: Eslovacos, 86%, húngaros 11%, ciganos, 2%, outros, 1%.

Densidade demográfica: 110 hab/km².

Taxa média anual de crescimento populacional: 0,1%.

População residente em área urbana: 56,62%.

População residente em área rural: 43,38%.

População subnutrida: menor que 5%.

Esperança de vida ao nascer: 74,4 anos.

Domicílios com acesso a água potável: 100%.

Domicílios com acesso a rede sanitária: 100%.

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): 0,818 (muito alto).

Moeda: Euro (substituiu a coroa eslovaca em 2009).

Produto Interno Bruto (PIB): 95 bilhões de US$.

PIB per capita: 13.702 de US$.

Relações exteriores: Banco Mundial, FMI, OCDE, OMC, ONU, OTAN, UE.
Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola

Eslovênia

Bandeira da Eslovênia.
Bandeira da Eslovênia.
 
A Eslovênia é um país europeu, mais precisamente, do leste europeu. A dimensão territorial é modesta, o país ocupa uma área de 20 251 km², na qual habitam aproximadamente 2 milhões de pessoas.

O território eslavo limita-se com a Áustria, ao norte; com a Hungria, a leste; com a Croácia, a leste e ao sul; e com a Itália e o Mar Adriático, a leste.


Liubliana, capital da Eslovênia.

O ponto culminante da Eslovênia encontra-se no Monte Triglav, esse possui 2 864 metros de altitude. Em média, a topografia do país não ultrapassa os 557 metros acima do nível do mar.

O país ainda conserva suas florestas, uma vez que elas cobrem cerca de 50% do território nacional. Apesar do tamanho reduzido do território, é possível identificar diversos tipos de climas. No litoral predomina o clima mediterrâneo; nas montanhas, o alpino, além do continental, que apresenta verões que oscilam entre suaves e quentes e invernos frios nos planaltos e vales do leste do país.

Em 1° de janeiro de 2007 o país adotou o Euro como moeda. A produção industrial do país destaca-se principalmente na fabricação de produtos químicos, componentes de automóveis, produtos metálicos, aparelhos e utensílios elétricos, mobiliários e têxteis.

A população eslovena está dividida no país entre habitantes da zona rural (49%) e habitantes que vivem em centros urbanos (51%). O povo é bastante homogêneo, cerca de 91% são eslavos, o restante é de origem sérvia, croata e bósnia.

Informações gerais

Nome: República da Eslovênia.

 Brasão:

Capital: Liubliana.

Gentílico: esloveno (a).

Língua oficial: esloveno.

Governo: República parlamentar.

Independência: da Iugoslávia, 25 de junho de 1991.

Ingresso na União Europeia: 1° de maio de 2004.

PIB (Produto Interno Bruto): 47 bilhões de dólares.

Renda per capita: 26, 576 mil dólares.

IDH (Índice de Desenvolvimento Humano): 0,828 (muito alto).

Moeda: euro.
 
Por Eduardo de Freitas
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola

Eslovênia 2


Bandeira da Eslovênia
Localizada na porção central do continente europeu, a Eslovênia é uma das ex-repúblicas que integrava a Iugoslávia. Seu território limita-se com a Áustria (ao norte), Hungria (a nordeste), Croácia (a leste), Itália (a oeste), além der ser banhado pelo Mar Adriático (ao sul).

A paisagem da Eslovênia é bem diversificada: composta por florestas, picos nevados, cavernas e formações calcárias. Entretanto, o país possui um litoral de apenas 45 quilômetros.

Com o fim da Segunda Guerra Mundial (1945), a Eslovênia, juntamente com a Croácia, Bósnia-Herzegovina, Macedônia, Sérvia e Montenegro formaram a República da Iugoslávia, implantando o sistema socialista com apoio soviético. No entanto, no fim dos anos de 1980, o enfraquecimento do bloco socialista e o nacionalismo na Iugoslávia estimularam a independência da Eslovênia, declarada em 25 de junho de 1991. Tropas militares iugoslavas invadiram o país, contudo, a União Europeia (UE) realizou um acordo para o fim do conflito entre as duas nações.

A economia nacional é impulsionada pelo avanço do parque industrial, onde são produzidos componentes de automóveis, produtos químicos, produtos metálicos, aparelhos eletroeletrônicos, mobiliários, entre outros. A Eslovênia apresenta a melhor qualidade de vida das ex-nações comunistas do Leste Europeu.

Brasão de Armas da Eslovênia
Dados da Eslovênia:

Extensão territorial: 20.251 km².

Localização: Europa.

Capital: Liubliana.

Clima: Temperado continental.

Governo: República com forma mista de governo.

Divisão administrativa: 193 municipalidades.

Idioma: Esloveno (oficial), húngaro, italiano.

Religião: Cristianismo, 90,8% (católicos, 81,7%, sem filiação, 4,7%, outros, 4,4%), sem religião, 5,2%, ateísmo, 2,7%, islamismo, 1,3%.

População: 2.020.125 habitantes. (Homens: 986.699; Mulheres: 1.033.426).

Composição Étnica: Eslovenos, 91%, croatas, 3,5%, sérvios, 2,5%, outros, 3%.

Densidade demográfica: 99,7 hab/km².

Taxa média anual de crescimento populacional: 0,2%.

População residente em área urbana: 48,19%.

População residente em área rural: 51,81%.

População subnutrida: menor que 5%.

Esperança de vida ao nascer: 77,7 anos.

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): 0,828 (muito alto).

Moeda: Euro.

Produto Interno Bruto (PIB): 54,6 bilhões de US$.

PIB per capita: 22.936 de US$.

Relações exteriores: Banco Mundial, FMI, OMC, ONU, OTAN, UE.
Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola

Espanha

Bandeira da Espanha
Bandeira da Espanha
A Espanha ou Reino de Espanha é um país europeu localizado na Península Ibérica. Seu território limita-se com Portugal, a oeste; com o Mar Mediterrâneo, a leste e ao sul; e com a França e o oceano Atlântico, ao norte. Geograficamente, o território espanhol encontra-se parte no hemisfério norte e parte no hemisfério ocidental.

O país tem como capital a cidade de Madrid. O território do país abrange uma área de 504 782 km², onde está dispersa uma população de aproximadamente 44,9 milhões de habitantes.


Madri, capital da Espanha.

A Espanha é regida por um sistema de governo de monarquia, o poder político é dividido em três: poder executivo, poder judicial e poder legislativo.

Mais de 50% da topografia do país é constituída por planaltos, onde a altitude possui em média 600 metros acima do nível do mar. O clima do país apresenta-se de forma variada, sendo identificado do tipo continental (no centro do país), mediterrâneo (no litoral leste e sul) e oceânico (litoral norte). Na hidrografia, os principais rios são: Tejo, Ebro, Douro, Guadiana, Guadalquivir e Minho.

A Espanha está em quinto lugar entre as principais economias da Europa, apresentando um PIB que supera 1,4 trilhão de dólares. Sua economia tem como base a exportação de veículos, além de calçados, construção naval, indústria siderúrgica, química e têxtil. Na agricultura os destaques são para a produção de uvas e laranjas. Os espanhóis são grandes produtores de vinhos e azeites.
A pesca também é uma atividade econômica difundida, o país possui a maior frota pesqueira do mundo. O turismo tem sido responsável por grande parte da receita do país.

A constituição espanhola garante a liberdade de culto, sendo assim, as principais religiões praticadas são: catolicismo (predominante), ateismo, agnosticismo, islamismo, protestantismo, mormonismo e Testemunhas de Jeová.

Informaçõe gerais

Nome: Reino da Espanha.

 Brasão:

Língua oficial: espanhol, e cooficial: basco, catalão, valenciano e galego.

Entrada na União Europeia: 1° de janeiro de 1986.

Renda per capita: 33.700 dólares.

IDH (Índice de Desenvolvimento Humano): 0,863 (muito alto).

Esperança de vida: 80,7 anos.

Mortalidade infantil: 4,31/mil nasc.

Moeda: euro.
 
Por Eduardo de Freitas
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola

Espanha 3

Novas eleições deram o poder outra vez, em 1979, ao partido liderado por Adolfo Suárez, a União do Centro Democrático. Dificuldades políticas, no entanto, levaram Suárez a renunciar, em janeiro de 1981. No dia em que o Parlamento deveria dar posse ao novo presidente do governo, Leopoldo Calvo-Sotelo, também membro da UCD, ministros e deputados foram seqüestrados, no plenário das Cortes, por um grupo de guardas-civis. A atitude firmemente constitucional do monarca fez fracassar o golpe de estado.

Nas eleições disputadas um ano mais tarde, o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) obteve maioria absoluta, mas a atuação moderada do primeiro-ministro Felipe González decepcionou seus partidários mais radicais. Ainda assim o partido conseguiu maioria absoluta nas eleições de 1986 e 1989. Nas eleições de 1993, voltou a triunfar.

Apesar do crescimento contínuo do desemprego - que no final da década de 1980 afetava mais de vinte por cento da população ativa - o governo do PSOE conseguiu manter uma situação estável nos anos seguintes, graças, em parte, a um crescimento moderado, mas sustentado da economia. A partir de 1986 a Espanha tornou-se membro efetivo da Comunidade Econômica Européia.

Instituições políticas

O sistema político espanhol é regido pela constituição aprovada no referendo de 6 de dezembro de 1978, que reconheceu o direito à autonomia das nacionalidades e regiões do país. A forma política do estado é a monarquia parlamentar, e a soberania nacional reside no povo. São reconhecidas as liberdades religiosa, sindical e de partidos políticos, e se afirma à submissão dos cidadãos e dos poderes públicos à lei. A maioridade ocorre aos 18 anos. O poder legislativo é constituído pelas Cortes Gerais, compostas pelo Congresso dos Deputados e pelo Senado, cujos membros são eleitos por sufrágio universal a cada quatro anos, a menos que haja dissolução prévia das câmaras.

O chefe de estado é o monarca constitucional, cujo sucessor tem o título de príncipe de Astúrias.
Cabe ao rei propor um candidato à presidência do governo, o qual terá de ser aceito pela Câmara dos Deputados. O Conselho de Estado é o mais alto órgão consultivo do governo. O Tribunal Supremo constitui a última instância judiciária, mas o Tribunal Constitucional tem jurisdição sobre casos que envolvam os direitos constitucionais.

A Espanha é membro da Organização das Nações Unidas e de suas agências especializadas, do Conselho da Europa, da Comunidade Econômica Européia e da maior parte das organizações de cooperação técnica e econômica do continente, bem como da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Mantém um tratado de amizade e cooperação com os Estados Unidos e está estreitamente vinculada à maior parte dos países latino-americanos e as suas organizações regionais.

Organização territorial

Territorialmente, o país divide-se em municípios, províncias e comunidades autônomas. Estas últimas, organizadas segundo a constituição de 1978, constituem a forma pela qual se articulam no sistema político as diversas regiões e nacionalidades, anteriormente submetidas ao poder central. As comunidades autônomas possuem seus próprios parlamentos e governos, e em algumas delas o idioma autóctone é co-oficial, com o castelhano. O governo central se reserva numerosos poderes, mas o conjunto constitui um sistema muito próximo a um estado federativo.

Continua em vigor a divisão do território espanhol em províncias, mas desde a criação das comunidades autônomas esta estrutura administrativa perdeu grande parte de seu conteúdo. A divisão em províncias, feita em 1833, levara em conta os antigos reinos peninsulares; por essa razão, as novas comunidades autônomas se constituíram pela aglutinação de territórios provinciais, sem necessidade de segregar partes para recompor nacionalidades históricas.

Sociedade

Os diferentes indicadores socioeconômicos mostram a Espanha, desde meados da década de 1980, como um país desenvolvido. No entanto, a tardia expansão industrial, mesmo tendo permitido a completa superação do estágio de subdesenvolvimento, deixou a Espanha a uma considerável distância dos países do centro e norte da Europa. A antiga desigualdade social, mais visível nas regiões espanholas do sul que nas do norte, reduziu-se sensivelmente na década de 1960, quando a economia nacional experimentou forte desenvolvimento.

As profundas diferenças existentes entre o meio urbano e o rural, e entre as regiões industrializadas e as mais atrasadas, perderam força por efeito de um crescimento econômico que beneficiou todas as camadas da população. No final do século XX, o país era socialmente estável, de tipo europeu ocidental. A estabilidade política parecia mais ameaçada, pelas tendências desagregadoras surgidas em algumas nacionalidades, particularmente no País Basco, onde uma minoria procurava obter a independência nacional.

Em um contexto de liberdade sindical, existiam duas centrais sindicais hegemônicas: as Comissões Operárias, ligadas a diversos partidos comunistas, e a União Geral dos Trabalhadores, vinculada ao Partido Socialista Operário Espanhol. Comparada com a de outros países europeus, a filiação sindical, tal como a filiação a partidos políticos, era baixa.

A rede sanitária estatal é a mais importante do país, e embora não tenha ainda a eficiência da dos países europeus mais ricos, é relativamente complexa e desenvolvida. O país conta ainda com numerosos hospitais e institutos médicos beneficentes e gratuitos, pertencentes à Igreja Católica, à Cruz Vermelha e a outras instituições privadas.

No que diz respeito ao ensino elementar, praticamente toda a população infantil é assistida, mas nos níveis de segundo grau e universitário há ainda uma demanda reprimida. O país conta também com universidades e colégios privados.

O catolicismo é amplamente majoritário entre a população, em conseqüência dos históricos vínculos entre a igreja e o estado e à perseguição de outras confissões religiosas. Embora a sociedade espanhola tenha passado por um intenso processo de laicização na segunda metade do século XX, a Igreja Católica continua a exercer notável influência sobre a opinião pública e a receber um tratamento especial por parte do estado, sem prejuízo da liberdade religiosa, assegurada pela constituição de 1978. Grupos minoritários professam o islamismo, diversos credos protestantes e o judaísmo.

Cultura

A Espanha foi, durante séculos, o ponto de encontro de duas civilizações, a árabe e a européia. Tal fato determinou numerosas peculiaridades da cultura espanhola, que, sem deixar de ser ocidental, está marcada por séculos de convivência com o mundo muçulmano.

Nos séculos XVI e XVII não ocorreu na Espanha o intenso processo de secularização que afetou os países do norte do continente, e isso causou uma alteração no caminho seguido pela cultura espanhola, a que faltaram, entre outros, os componentes burgueses que caracterizaram o restante da Europa. Não obstante, na época da dinastia Habsburgo, e mais concretamente no século XVI e na primeira metade do século XVII, o país passou por um brilhante período artístico e literário, o chamado Século de Ouro.

Grandes artistas situaram a cultura espanhola na vanguarda do mundo ocidental: escritores e dramaturgos como Miguel de Cervantes, Mateo Alemán, Luis de Góngora, Francisco de Quevedo, Lope de Vega e Pedro Calderón de la Barca; arquitetos como Juan de Herrera e José de Churriguerra; e pintores como El Greco, Zurbarán, Velásquez e Murillo. No aspecto científico, contudo, o país permaneceu na retaguarda do mundo moderno. Os impulsos inovadores dos séculos XVIII e XIX não bastaram para "europeizar" a Espanha. Entre os europeus do norte ocorreu no século XIX um movimento romântico que tendeu a ver no sul dos Pireneus apenas o exótico, e não a realidade de uma cultura fundamentalmente européia, embora atrasada.

Depois do florescimento das gerações de 98 e 27 e da decadência cultural do pós-guerra, em fins do século XX a Espanha se abriu plenamente às correntes intelectuais européias e mundiais, sem que isso significasse uma renúncia às peculiares formas hispânicas de entender a vida.
Uma notável característica espanhola é a grande diversidade de conteúdos de sua cultura popular, variáveis segundo a região ou a nacionalidade.

Assim, regiões inteiras desconhecem as touradas, enquanto a música flamenca - considerada fora do país como a arte espanhola por excelência - só é cultivada em algumas poucas. Já a florescente produção literária em catalão, galego e idioma basco é muito pouco conhecida no exterior.

Século XX. A partir dos últimos anos do século XIX ocorreu um extraordinário despertar da criatividade espanhola nos campos literário, artístico, científico e filosófico. Entre as grandes figuras da cultura espanhola do início do século XX figuram os escritores Pérez Galdós, Leopoldo Alas (Clarín), Blasco Ibáñez, Miguel de Unamuno, Antonio Machado, Pío Baroja e Ramón del Valle Inclán; o dramaturgo Jacinto Benavente; o cientista Santiago Ramón y Cajal; o historiador Marcelino Menéndez Pelayo; o filósofo Romón Menéndez Pidal; o arquiteto Antonio Gaudí; os pintores Isidro Nonell, Santiago Rusiñol, Darío de Regoyos, Ignacio Zuloaga e Joaquín Sorolla; e os músicos Manuel de Falla, Isaac Albéniz e Enrique Granados.

A chamada Geração de 1910 caracterizou-se por uma forte conexão com as correntes culturais européias. Entre muitos outros, merecem destaque os ensaístas Eugenio d'Ors, Gregorio Marañón e José Ortega y Gasset; os historiadores Américo Castro e Claudio Sánchez Albornoz; os escritores Gabriel Miró e Ramón Gómez de la Serna; e o poeta Juan Ramón Jiménez. A Geração de 1927 levou a lírica espanhola a sua máxima altura, com Federico García Lorca, Rafael Alberti, Luis Cernuda, Vicente Aleixandre e Dámaso Alonso, entre outros.

Na arquitetura, a Espanha conheceu um brilhante período criativo nos anos anteriores à guerra civil. O engenheiro Eduardo Torroja foi um precursor na criação de grandes estruturas em concreto armado, e os arquitetos José Luis Sert e Secundino Zuazo incorporaram as concepções racionalistas às suas realizações.
Por sua vez, a história da pintura universal do século XX foi profundamente marcada pelos espanhóis Pablo Picasso, Juan Gris, Joan Miró, Antoni Tàpies e Salvador Dali.

A guerra civil produziu um corte brusco na produção intelectual. Alguns dos grandes criadores, como García Lorca, morreram durante seu transcurso, e grande número de outros teve de exilar-se ao final. Literatos como Ramón J. Sender, Max Aub, Juan Ramón Jiménez, Jorge Guillén e Fernando Arrabal trabalharam no exílio. No panorama cultural interno surgiram Camilo José Cela e Carmen Laforet.

Na década de 1980, a cultura espanhola se normalizou e se diversificou. O cinema, malgrado o reduzido suporte industrial, apresentou obras de grande valor, graças a diretores como Luis Buñuel, Luis García Berlanga, Juan Antonio Bardem, Carlos Saura ou Manuel Gutiérrez Aragón. A criação literária, bastante influenciada pela hispano-americana, em um universo cultural já muito unificado, adquiriu um dinamismo intenso, semelhante ao da indústria editorial.

População da Espanha

A população da Espanha é composta por cerca de 45,3 milhões de habitantes. O país convive com movimentos separatistas do povo basco, que reivindica a independência da porção norte do território espanhol.

A população da Espanha é uma das maiores do continente europeu
A população da Espanha é uma das maiores do continente europeu
 
Formada por 45.316.586 habitantes, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população da Espanha é uma das maiores da Europa. A densidade demográfica, também chamada de população relativa, é de aproximadamente 90 habitantes por quilômetro quadrado; o crescimento demográfico é de 1% ao ano.

A região que atualmente corresponde ao território espanhol foi habitada por fenícios, gregos, cartagineses, romanos, visigodos, entre outros povos. Atualmente, os principais povos são castelhanos, catalães, galegos, andaluzes e bascos, que reivindicam a independência da região Basca, localizada na porção norte da Espanha.

A maioria da população da Espanha reside em áreas urbanas: 77,4%. Madri, capital nacional, é a cidade mais populosa do país, com cerca de 3,2 milhões de habitantes. Outras cidades com grande concentração populacional são: Barcelona (1.621.537), Valença (814.208), Sevilha (703.206) e Zaragoza (674.317).

De acordo com dados divulgados em 2010 pela Organização das Nações Unidas (ONU), a Espanha possui Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) muito alto, com média de 0,863, ocupando o 20° lugar no ranking mundial, composto por 169 países. Entre os bons indicadores estão as baixas taxas de analfabetismo e de mortalidade infantil (apenas 4 para cada mil nascidos vivos).

Dados da população da Espanha:

População: 45.316.586 (Homens: 22.360.217; Mulheres: 22.956.369).

Densidade demográfica: 90 hab./ km².

Crescimento demográfico anual: 1%.

População urbana: 77,4%.

População rural: 22,6%.

Idiomas: Espanhol, basco, galego, catalão.

Religiões: Cristianismo 90,1% (católicos 85%, outros 5,1%), agnosticismo e ateísmo 8,1%, islamismo 1,6%, outras 0,2%.

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): 0,863 (muito alto).

Esperança de vida ao nascer: 81,3 anos.

Taxa de mortalidade infantil: 4 óbitos a cada mil nascidos vivos.

Renda per capita: 32.605 dólares.

Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola

 

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Wisconsin


Milwaukee
Localizado na região centro-leste dos Estados Unidos, Wisconsin é um dos 50 Estados americanos. O mesmo limita-se com Michigan e o Lago Superior ao norte, Lago Michigan a leste, Illinois ao sul, e com Iowa e Minnesota a oeste. Até 1763, a região era dominada pelos franceses; após esse período foi passada para o controle do Reino Unido. Em 1783, após o fim da Guerra de Independência dos Estados Unidos, os americanos finalmente assumiram o controle do território. O Estado de Wiscosin foi oficialmente criado em 29 de maio de 1848.

O mesmo possui grandes lagos, como o Winnebago, o qual tem 557 quilômetros quadrados, e várias quedas d’água. Cerca de 48% de seu território é coberto por florestas. O Estado possui um clima temperado com invernos bastante frios. Os verões costumam ser muito quentes no interior, já que nas regiões próximas aos Grandes Lagos as temperaturas costumam ser mais amenas.

Wisconsin se destaca na agropecuária, uma vez que é o maior produtor de leite dos Estados Unidos e possui o maior rebanho bovino do país. Entretanto, o perfil de sua economia tem mudado ao longo dos anos. Atualmente, os setores que geram mais riqueza para o Estado são os de serviços financeiros e imobiliários, indústria de manufatura e turismo.

Wisconsin é um Estado pioneiro em muitos aspectos, como na adoção de direitos trabalhistas, abolição da pena de morte e na educação. Sua população é composta em sua maioria por brancos (87,3%), principalmente alemães, irlandeses e poloneses, e protestantes (55%). Sua maior cidade é Milwaukee, conhecida como “The Genuine American City” (a autêntica cidade americana).

Wyoming


Cheyenne
Wyoming é um Estado americano situado na região dos Estados das Montanhas Rochosas. O mesmo limita-se com o Estado de Montana ao norte, Dakota do Sul e Nebraska a leste, Utah e Colorado ao sul, e Utah e Idaho a oeste. Embora possua o décimo maior território dos Estados Unidos, Wyoming é o que apresenta a menor população e, conseqüentemente, uma das menores densidades populacionais.

Um dos motivos para isso talvez seja sua localização geográfica, uma vez que o mesmo não é situado próximo ao litoral. Sua geografia é caracterizada por regiões planálticas e zonas montanhosas. Wyoming abriga a maior reserva natural dos Estados Unidos: o Parque Nacional Yellowstone.

Grande parte de seu território é árido e recebe menos de 250 mm de chuva por ano. Por isso, as temperaturas no Estado tendem a ser mais extremas do que em outras regiões do país, resultando em uma grande amplitude térmica.

O principal setor econômico de Wyoming é, sem dúvida, o turismo. Só em 2002, cerca de seis milhões de pessoas visitaram seus monumentos e parques nacionais. Além do Parque Nacional Yellowstone, as outras principais atrações turísticas são o Grand Teton National Park, o Devils Tower National Monument e o Fossil Butte National Monument. Outro setor de importância fundamental é a agropecuária.

A população do Estado é composta em sua maioria por brancos (88,9%), principalmente alemães e ingleses, e protestantes (53%). A capital e maior cidade de Wyoming é Cheyenne, a qual possui uma população relativamente pequena: 55.362 habitantes (2005).

Estônia


Bandeira da Estônia
Localizada no continente europeu, a Estônia é um dos três países Bálticos (os outros dois são: a Letônia e a Lituânia). Seu território faz fronteiras com a Rússia (a leste), Letônia (ao sul), com o Golfo da Finlândia (ao norte), além de ser banhado pelo mar Báltico (a oeste). O país possui mais de 800 ilhas, as maiores são a Saaremaa e Hiiumaa.

A população da Estônia apresenta várias características culturais semelhantes à Finlândia. A nação compunha a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), no entanto, um plebiscito realizado em 1991 estabeleceu a independência do país, obtido com 78% dos votos. No dia 20 de agosto do mesmo ano, a URSS reconheceu a autonomia da Estônia, sendo essa, a data da independência do país.

Diferentemente da maioria das nações da extinta URSS, a Estônia não integra a Comunidade dos Estados Independentes (CEI). O país se aproximou da Finlândia e da Suécia nas relações comerciais.
A Estônia apresenta economia sólida, sendo o setor de serviços, o maior responsável pela economia nacional. O setor industrial baseia-se na indústria de processamento, têxtil, telecomunicações e automobilística. A construção civil, comércio e segmento de comunicações são outros elementos importantes. O cultivo de batata e variados vegetais são os principais produtos agrícolas do país.

Brasão de Armas da Estônia
Dados da Estônia:

Extensão territorial: 45.100 km².

Localização: Europa.

Capital: Tallinn.

Clima: Temperado continental.

Governo: República com forma mista de governo.

Divisão administrativa: 15 condados.

Idioma: Estoniano (oficial), russo.

Religião: Cristianismo, 65,1% (sem filiação, 26%, protestantes, 17,2%, ortodoxos, 16,4%, outros, 5,5%), sem religião, 24,4%, ateísmo, 10%, outras, 0,5%.

População: 1.340.263 habitantes. (Homens: 617.997; Mulheres: 722.266).

Composição Étnica: Estonianos, 62%, russos 30%, ucranianos, 3%, bielo-russos, 1,8%, finlandeses, 1,1%, outros, 2,1%.

Densidade demográfica: 29,7 hab./km².

Taxa média anual de crescimento populacional: - 0,1%.

População residente em área urbana: 69,45%.

População residente em área rural: 30,55%.

População subnutrida: menor que 5%.

Esperança de vida ao nascer: 71,3 anos.

Domicílios com acesso a água potável: 100%.

Domicílios com acesso a rede sanitária: 95%.

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): 0,812 (muito alto).

Moeda: Coroa estoniana.

Produto Interno Bruto (PIB): 23 bilhões de US$.

PIB per capita: 15.932 de US$.

Relações exteriores: Banco Mundial, FMI, OMC, ONU, OTAN, UE.
Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola

Etiópia

Bandeira da Etiópia.
Bandeira da Etiópia.
 
A Etiópia ou República Federal Democrática da Etiópia é um país da África localizado na região nordeste do continente. Seu território limita-se ao norte com Eritreia; a oeste, com o Sudão; ao sul, com o Quênia; e a leste, com a Somália. O país possui uma população de aproximadamente 82,8 milhões de habitantes distribuídos ao longo de uma área de 1 104 300 km².


Addis Ababa, capital da Etiópia.

Aproximadamente 80% do PEA (População Economicamente Ativa) do país estão inseridos no setor primário, mais precisamente na agricultura; que é a principal fonte de renda, correspondendo a 90% do PIB (Produto Interno Bruto) do mesmo. Os principais produtos de exportação são: café, sementes oleaginosas, feijão, flores, cana-de-açúcar, trigo, milho, sorgo e cevada. A indústria ainda possui pouca representatividade e as que existem estão ligadas à produção tradicional, como alimentos, couros, têxteis, entre outros. A economia do país é uma das mais atrasadas do mundo, o que resulta num quadro social desolador, pois aproximadamente 50% da população são consideradas subnutridas, com intensidade crônica.

Informações gerais

Nome: República Federal Democrática da Etiópia.

Bandeira:

Brasão:

Capital: Addis Ababa, com cerca de 2,7 milhões de habitantes.

Gentílico: etíope ou etiopiano.

Língua oficial: amárico.

IDH (Índice de Desenvolvimento Humano): 0,328 (baixo).

Esperança de vida: 52,2 anos.

Mortalidade infantil: 91,92/ mil nasc.

Moeda: birr etíope.
 
Por Eduardo de Freitas
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola

Filipinas

Bandeira da Filipinas.
Bandeira da Filipinas.
 
Filipinas é um país asiático localizado no sudeste asiático, na zona intertropical do planeta. Seu território é constituído por ilhas, ou seja, um arquipélago; possui uma população estimada de 92 milhões de habitantes, que estão distribuídos sobre um território de 300 mil Km² de extensão.


Manila, capital das Filipinas.

O arquipélago que corresponde ao território das Filipinas possui 7 107 ilhas. Por estar localizado na zona intertropical da Terra, o país possui um clima do tipo tropical úmido. As temperaturas são elevadas, com uma média de 26,5°C ao ano.
De acordo com as Filipinas, existem três estações: uma quente (março a maio), uma chuvosa (junho a novembro) e uma fria (dezembro a fevereiro).

As ilhas que constituem o arquipélago têm origem vulcânica e apresentam um relevo acidentado, o ponto mais elevado se encontra no monte Apo, com 29 545 metros acima do nível do mar. Existem vulcões ativos, como por exemplo, o Pinatubo. Além disso, o território está na rota dos tufões do Pacífico, por ano ocorrem no país cerca de dezenove.

Entre as atividades econômicas desenvolvidas no país, a principal é a industrialização de alimentos. Na agricultura se destaca na produção de copra, milho, cânhamo, arroz, cana-de-açúcar e tabaco. O seu subsolo abriga importantes jazidas de cromo, cobre, ouro, ferro, chumbo, manganês e prata.

Informações diversas

Nome: República das Filipinas.

Gentílico: filipino.

Bandeira:

Brasão:

Capital: Manila.

IDH (Índice de Desenvolvimento Humano): 0,638 (médio).

Esperança de vida: 71,3 anos.

Mortalidade infantil: 23,1/mil nasc.

Alfabetização: 92,6%.

Site oficial: www.gov.ph
 
Por Eduardo de Freitas
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola

Finlândia


Bandeira da Finlândia

A Finlândia é um país localizado no norte do continente europeu, limita-se ao norte com a Noruega, ao leste com a Rússia, ao sul com o Golfo da Finlândia. Do outro lado se encontra a Estônia e o Mar Báltico, e a oeste o Golfo de Bósnia e a Suécia.

É uma nação Escandinávia que partilha com a Federação Russa uma extensa fronteira e séculos de história comum. O norte de seu território abrange parte da Lapônia, região montanhosa e semidesértica habitada pelos lapões, tradicionais pastores de renas. Localizada além do Círculo Polar Ártico, essa região apresenta espetáculo da aurora boreal e dias inteiros de escuridão (no inverno) ou de luz (no verão).

As florestas de coníferas cobrem dois terços da superfície da Finlândia, proporcionando a existência de uma das mais desenvolvidas indústrias de madeira e papel do mundo. Fortemente embalado pelo fim da União Soviética em 1991, o país se recuperou economicamente após a adesão à Comunidade Econômica Europeia, atual União Europeia (UE), em 1995.

É um dos líderes mundiais na produção de celulares e no uso da internet. Atualmente é o país que tem a maior taxa de utilização de celulares do mundo (65%). A Finlândia tinha na madeira e derivados sua principal fonte de exportações, no entanto, atualmente é o principal produtor e exportador de celulares do planeta. A Nokia, maior empresa desse setor no país e uma das maiores do mundo, detém, aproximadamente, 20% das exportações e 4% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

A renda per capita finlandesa está entre as maiores do mundo, atualmente apresenta o 16° maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do planeta.


Brasão da Finlândia

Dados da Finlândia:

Extensão territorial: 338.145 km².

Localização: Europa.

Capital: Helsinque.

Clima: Temperado continental.

Governo: República com forma mista de governo.

Divisão administrativa: 12 províncias subdivididas em municipalidades.

Idiomas: Finlandês e sueco.

Religião: Cristianismo 92,8% (protestantes 89,67%, outros 7,7%, dupla filiação 4,5%), sem religião 5,4%, ateísmo 1,4%, outras 0,3%.

População: 5.325.587 habitantes. (Homens: 2.610.217; Mulheres: 2.715.370).

Composição Étnica: Finlandeses 98%, outros europeus 1,3%, somalis, vietnamitas, iugoslavos, lapões e outros 0,7%.

Densidade demográfica: 16 hab/km².

Taxa média anual de crescimento populacional: 0,27%.

População residente em área urbana: 63,6%.

População residente em área rural: 36,4%.

População subnutrida: 4%.

Esperança de vida ao nascer: 79,1 anos.

Domicílios com acesso a água potável: 100%.

Domicílios com acesso a rede sanitária: 100%.

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): 0,871 (muito alto).

Moeda: Euro.

Produto Interno Bruto (PIB): 244.692 milhões de US$.

PIB per capita: 46.371 de US$.

Relações exteriores: Banco Mundial, FMI, OCDE, OMC, ONU, UE.
Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola

França

Bandeira da França.
Bandeira da França.
A França ou República Francesa é um país localizado no continente europeu. A nação possui uma população de aproximadamente 62,6 milhões de habitantes distribuídos em um território que ocupa 551 500 km².

A França está entre os países mais ricos e desenvolvidos do mundo. Na Europa, ocupa o terceiro lugar entre as economias do continente, superada somente pela Alemanha e o Reino Unido. No âmbito global, é a sexta economia, superada pelos Estados Unidos, Japão, Alemanha, República Popular da China e Reino Unido.

A capital, Paris, exerce um importante papel na Europa, inclusive, é uma das mais populosas do continente. Além disso, é considerada uma cidade global, ou seja, uma das mais importantes do mundo.

Paris, capital da França.

A economia francesa é uma das mais fortalecidas do mundo, seu parque industrial é bastante diversificado, atua na fabricação de automóveis, aviões, peças, produtos químicos e alimentos. Além da indústria de tecnologia de ponta, que fabrica produtos de informática e suprimentos, artigos eletrônicos e armamentos.

A França é o país de origem de várias empresas multinacionais, entre as quais podemos citar: Accor, Air France, Air Liquide, Alcatel, Alstom, Areva, Aventis, Axa, BNP Paribas, Bouygues, Carrefour, Champion, Citroem, Danone, EDF, ELF, FNAC, France Telecom, Leroy Merlin, Michelin, Peugeot, Renault, Saint- Gobain, Suez, Thales, Thomson, entre outras.

Além do setor industrial francês, outra importante fonte de receita é o turismo. Anualmente, a França recebe cerca de 70 milhões de turistas, que “injetam” bilhões de dólares na economia.
Dentre os inúmeros produtos de exportação estão os vinhos e os perfumes franceses, que são famosos em todo o mundo.

Na agricultura, o país se destaca na produção de trigo, batata doce, milho, cevada, uva, batata, frutas, aveia, girassol, hortaliças, beterraba, tabacos e vinhos. Na pecuária, as principais criações são de bovinos, suínos, ovinos, caprinos, além dos pescados, como bacalhau, badejo e sardinha.

No extrativismo mineral, o país se destaca na produção de carvão, ferro, sais de potássio, bauxita, zinco, chumbo, ouro, petróleo, gás natural, gipsita e aço.

A população francesa possui uma boa qualidade de vida, apresenta bons indicadores sociais, além disso, a renda per capita é uma das melhores do mundo. A constituição francesa concede o direito de culto no país, assim, são praticadas diversas religiões, dentre elas: catolicismo (maioria), agnosticismo, ateísmo, islamismo, protestantismo e judaísmo.

O idioma oficial é o francês, no entanto, línguas minoritárias são faladas no país, como o catalão, bretão, corso, ocitano, provençal, franco-provençal, basco e o alsaciano.

Dados gerais

Nome: República Francesa.


Brasão:

Gentílico: francês ou francesa.

Capital: Paris.

Idioma oficial: francês.

Governo: República Unitária Semipresidencial.

Entrada na União Europeia: 25 de março de 1957.

Densidade demográfica: 113,5 hab./km².

Renda per capita: 42.680 dólares.

IDH (Índice de Desenvolvimento Humano): 0,872 (muito alto).

Esperança de vida: 81,6 anos.

Mortalidade infantil: 3,41/ mil nasc.

Alfabetização: 99%.

Moeda: euro.

Site oficial do governo francês: WWW.elysee.fr
 
Por Eduardo de Freitas
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola


População da França

Com mais de 62,6 milhões de habitantes, a população da França é uma das maiores da Europa. A nação registra elevado IDH, apresentando ótimos indicadores socioeconômicos.

 

A França é um dos países mais populosos da Europa
A França é um dos países mais populosos da Europa

A população da França é composta por cerca de 62,6 milhões de habitantes, sendo uma das nações mais populosas do continente europeu. A densidade demográfica, também conhecida como população relativa, é de 113,5 habitantes por quilômetro quadrado, portanto, o país é muito povoado. Aproximadamente 85% dos habitantes residem em áreas urbanas.
Paris, capital nacional e considerada uma cidade global, é a cidade mais populosa da França, com cerca de 9,9 milhões de habitantes. Outras cidades com grande concentração populacional são: Lyon (1.423.000), Toulouse (847.000), Marselha (798.430), Nice (342.738), Nantes (270.251) e Estrasburgo (264.115).
A maioria dos franceses desfruta de elevado padrão socioeconômico. De acordo com dados divulgados em 2010 pela Organização das Nações Unidas (ONU), a França possui Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) muito alto, com média de 0,872, ocupando o 14° lugar no ranking nacional, composto por 169 países.
Entre os bons indicadores socioeconômicas da França estão: a baixa na taxa de mortalidade infantil, com apenas 4 óbitos a cada mil nascidos vivos; os serviços de saneamento ambiental, que atendem praticamente todas as residências; a expectativa de vida de 81,6 anos, considerada uma das maiores do mundo; o analfabetismo, que é praticamente nulo; e a renda per capita: 42.680 dólares.
Dados da População da França:
População: 62.636.580 habitantes.
Densidade demográfica: 113,5 hab./km².
População urbana: 85,2%.
População rural: 14,8%.
Esperança de vida ao nascer: 81,6 anos.
Taxa de mortalidade infantil: 4 para cada mil nascidos vivos.
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): 0,872.

Idioma: Francês.
 Renda per capita: 42.680 dólares.  

Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola

França 3

História
A mais antiga data da história da França é a da fundação, por volta do ano 600 a.C., de Massilia (Marselha), colônia grega no sul do atual território francês, conhecida na época como Gália, que abrangia a região que hoje corresponde à França, Bélgica, norte da Itália e oeste da Alemanha. A região era ocupada principalmente pelos gauleses, povo de origem celta procedente do norte, embora ainda houvesse ligúrios e iberos no território.
Os combates entre gauleses e romanos eram freqüentes mas, até o século III a.C., os primeiros conseguiram diversas vitórias graças à ajuda de outros povos, como os cartagineses. Com a queda de Cartago, no século II a.C., os romanos conquistaram o sul da atual França, transformado em província romana em 121 a.C. Entre 57 e 52 a.C., Júlio César estendeu os domínios de Roma até o Atlântico e atingiu as fronteiras do Reno.
A conquista e anexação da Gália foi facilitada pela desunião das tribos gaulesas. Vercingetórix, único chefe militar a opor resistência aos romanos, foi derrotado e preso em Roma. Depois disso, o imperador Augusto dividiu a Gália em várias províncias, dando grande autonomia a suas cidades.
A civilização galo-romana se desenvolveu paulatinamente durante os três séculos de paz que se seguiram (séculos I a III da era cristã). A vida urbana expandiu-se e a economia diversificou-se com o incremento do comércio e das manufaturas. O traço mais importante da romanização gaulesa foi à adoção do latim como língua. Não obstante, as tribos gaulesas conservaram sua identidade nas comunidades locais e, nos anos 21 e 69, revoltaram-se contra a dominação romana.
A autoridade romana começou a declinar e muitas de suas atribuições foram sendo assumidas pela igreja, cujos bispos e prelados se originavam das principais famílias gaulesas. O cristianismo penetrara na Gália desde o século I, mas sua difusão acelerada data do Edito de Milão (ano 313). As invasões bárbaras encontraram a igreja organizada na Gália e não exerceram a ação devastadora que caracterizaram as invasões de outros pontos do Império Romano.
No século V existiam na Gália três reinos germânicos: o dos francos, que atravessaram o Reno em 447 e se fixaram definitivamente no norte; o dos burgúndios, na bacia do Saône e vales do Loire e do Ródano; e o dos visigodos, cujo rei, Eurico, em 476, separou-se de Roma e apoderou-se da Gália até o Loire, da Provença e de toda a Espanha.
Idade Média. O mais importante dos reinos germânicos foi o dos francos, que prevaleceram desde o final do século V até meados do século VIII.
O rei Clóvis -- chefe dos francos sálios e iniciador da dinastia merovíngia, cujo nome vem do príncipe franco Meroveu -- empreendeu a conquista definitiva de toda a Gália. Sua conversão ao catolicismo -- religião da população galo-romana -- em 496 ajudou-o a derrotar definitivamente os visigodos e parcialmente os burgúndios. Ocupou os territórios gauleses ao norte dos Pireneus, anexou a Aquitânia e estabeleceu a sede do reino merovíngio em Lutécia, antiga capital romana e futura Paris. Mesmo sem fundar um estado, no sentido moderno, Clóvis lançou as bases do futuro reino da França.
Depois de sua morte, o reino foi dividido entre seus quatro filhos, de acordo com o costume franco e a unidade só foi restabelecida por curtos períodos.
A desintegração do reino merovíngio favoreceu o desinteresse dos monarcas que se sucederam e a ascensão política dos mordomos, ou prefeitos do palácio, entre os quais se destacou Carlos Martel, que assumiu o poder no ano 737. Seu filho Pepino o Breve foi aclamado rei pela assembléia dos nobres, em 751, o que deu início à dinastia dos carolíngios.
As conquistas de Pepino o Breve, consolidadas ao longo de 14 anos de guerras ininterruptas, fizeram do trono carolíngio o mais poderoso da Europa. Seu filho Carlos Magno (a quem a dinastia deve seu nome), foi coroado imperador em Roma pelo papa na noite de Natal do ano 800, após expulsar os muçulmanos e derrotar os saxões, ávaros e lombardos. Com a proclamação do império, Carlos Magno criou a primeira grande unidade política surgida no Ocidente após a queda do Império Romano.
O filho de Carlos Magno, Luís I o Piedoso, substituiu o pai e desmembrou o império, ao dividi-lo entre os sucessores: Lotário I (reino franco ocidental), Pepino (Aquitânia) e Luís II (reino da Baviera). A divisão do poder fortaleceu as dinastias locais, que aos poucos foram ressurgindo, e os feudos, que foram transformados em propriedades hereditárias e se tornaram cada vez mais poderosos. O auge das dinastias merovíngia e carolíngia marcou o fim da antiguidade e o início da Idade Média.
Primórdios da nação francesa
No ano 888, o trono do reino ocidental foi ocupado pelo conde de Eudes, primeiro monarca a interromper a linha sucessória carolíngia. A partir de então, a coroa francesa esteve alternadamente nas mãos dos descendentes de Eudes e de Carlos Magno até que, em 987, depois da morte do último rei carolíngio, teve início a dinastia capetíngia, dos descendentes diretos de Eudes, que reinaram até 1328.
Os Capetos da linha direta, como foram denominados os 15 reis da França que durante 341 anos se sucederam no trono de forma ininterrupta (os filhos se seguiram aos pais diretamente), conseguiram reforçar a autoridade real e unificar todo o reino, o que os consagrou como criadores da nação francesa. A dinastia teve início com Hugo Capeto, que reinou de 987 a 996 e assegurou a sucessão dinástica.
Alguns monarcas se destacaram na dinastia dos Capetos. Luís VI (1108-1137) intensificou o processo de urbanização e, em seu reinado, surgiram às rivalidades entre o trono francês e o inglês. Filipe II Augusto (1180-1223) obteve grandes vitórias sobre os reis ingleses Ricardo Coração de Leão e João Sem Terra, ampliou os domínios da França, consolidou o poder real e instalou a capital definitivamente em Paris.
O maior monarca da França medieval foi Luís IX, que participou da sétima cruzada, reorganizou a administração e impôs a justiça real, normalizou a circulação da moeda e fez da Universidade de Paris o maior centro de estudos jurídicos e teológicos da época.
O último soberano importante foi Filipe IV o Belo, que pela primeira vez convocou os Estados Gerais, criou o ministério público e aumentou os domínios da coroa.
Os três filhos de Filipe o Belo reinaram sucessivamente. O último deles, Carlos IV o Belo, morreu sem deixar herdeiro varão. O trono foi entregue em 1328 a Filipe VI, filho de Carlos de Valois, irmão de Filipe IV, o que deu início à dinastia dos Valois, ou Capetos indiretos, na terceira transição dinástica da história da França.
O descendente de Filipe IV por via feminina era seu sobrinho Eduardo III da Inglaterra, que aspirava ao trono francês e não aceitou a eleição de Filipe VI. Os atritos desembocaram, em 1337, na guerra dos cem anos, após dois séculos de tranqüilidade e progresso. Em 1453, ao terminar esse período em que ações violentas e esporádicas interrompiam longos períodos de trégua, os Valois se confirmaram no poder. Os ingleses perderam todas as possessões na França, exceto Calais. No fim do século XV, as fronteiras da França se aproximavam das atuais.
Na afirmação da autoridade do soberano francês, no reinado de Carlos VII (1422-1461), destaca-se a atuação de Joana d'Arc, que teve papel decisivo à frente do exército francês nas batalhas de Orléans e Patay (maio e junho de 1429), derrotando os ingleses.
Absolutismo
A autoridade real saiu reforçada da guerra dos cem anos e, à medida que a monarquia subtraía poder da nobreza, a burguesia, que apoiava os soberanos, conquistava maior importância política. Durante o reinado de Carlos VIII (1483-1498), cujos sonhos de glória levaram-no a tentar o restabelecimento do império, tiveram início as guerras da Itália, nas quais o monarca foi derrotado.
Na primeira metade do século XVI, a decadência moral e intelectual do clero favoreceu a difusão do protestantismo e a eclosão das guerras religiosas, que tiveram entre outras conseqüências o envio de Villegaignon ao Rio de Janeiro, durante o reinado de Henrique II (1547-1559), para fundar uma colônia onde houvesse liberdade de culto.
A última das oito guerras religiosas na França terminou com a vitória do protestante Henrique de Navarra, primeiro dos Bourbons, que se converteu ao catolicismo e subiu ao trono com o nome de Henrique IV (1589-1610). Esse monarca promulgou o Edito de Nantes (1598), que garantia aos huguenotes, ou protestantes franceses, a liberdade de culto. As ambições de Henrique IV eram de poder absoluto. Deixou de convocar os Estados Gerais, fixou limites para os poderes dos governadores de província e dos chefes militares e pôs sob sua orientação todas as instituições políticas do reino.
Henrique IV foi sucedido por seu filho Luís XIII que, em 1624, nomeou conselheiro a Armand-Jean du Plessis, cardeal e duque de Richelieu, que deu impulso ao absolutismo monárquico, de acordo com a teoria da origem divina do poder. O rei e seu ministro realizaram profundas reformas. Reduziram os privilégios da nobreza e conseguiram esboçar um estado moderno, centralizado, que exigia a colaboração e a submissão de todos os súditos. Exerceram controle sobre a vida intelectual, artística e religiosa do país e estabeleceram as bases do mercantilismo que, aperfeiçoado no reinado de Luís XIV por seu ministro Jean-Baptiste Colbert, transformaria a França no país mais rico da Europa.
Durante a minoridade de Luís XIV, que tinha cinco anos ao herdar o trono francês, o poder foi confiado à regente Ana d'Áustria, que nomeou como primeiro-ministro Giulio Raimondo Mazzarino, cardeal Mazarin, continuador da política de Richelieu. No entanto, a guerra dos trinta anos, iniciada em 1618, exigia gastos vultosos e a política fiscal passou a gerar muito descontentamento.
A nobreza e a alta burguesia se revoltaram no movimento denominado Fronda, cuja pretensão era conter o aumento do poder da monarquia. O fim do conflito, em 1653, foi o triunfo do absolutismo.
A França saiu fortalecida como potência européia da guerra contra a Espanha, entre 1648 e 1659, que terminou com a assinatura da paz dos Pireneus. Dois anos depois, assumiu o poder Luís XIV, o Rei Sol. A autonomia dos conselhos reais, mantida por Mazarin, foi revogada pelo rei, o mais absolutista de todos os soberanos franceses, que sintetizou numa frase a filosofia política do despotismo baseada na teoria do direito divino dos reis: "O estado sou eu."
Imbuído das idéias mercantilistas, Jean-Baptiste Colbert, ministro das Finanças de Luís XIV, promoveu o comércio, a navegação e a política colonial francesa, que se estendeu do Canadá ao Mississippi e incluiu a Guiana e a costa africana.
Durante os 22 anos de sua administração, manteve um programa de estabilidade financeira. O programa de Colbert, que assegurou anos de prosperidade à França, consistia no combate à ociosidade remunerada da nobreza e às guerras desnecessárias, mas teve de conformar-se às extravagâncias da corte suntuosa estabelecida por Luís XIV em Versalhes. Colbert disciplinou o artesanato e criou as manufaturas reais de móveis e tapeçarias (gobelins), espelhos e produtos têxteis.
O reinado de Luís XIV foi marcado por grandes progressos econômicos que, ao final, foram anulados pela revogação do Edito de Nantes e sucessivas guerras. Luís XIV morreu em 1715 e foi sucedido por seu bisneto, Luís XV, durante cujo reinado a burguesia se afirmou e a França perdeu suas colônias na Índia e no Canadá, em conseqüência da derrota para os ingleses na guerra dos sete anos.
A monarquia começava a se enfraquecer e a teoria do direito divino passou a ser contestada. A crise chegou ao ponto máximo no reinado de Luís XVI (1774-1792), quando a situação das finanças se deteriorou e se acentuaram as tensões sociais, o que preparou o povo para acolher os ensinamentos da Encyclopédie, de Jean Le Rond d'Alembert e Denis Diderot, que pregava a soberania da lei e da vontade popular sobre a vontade real.
Durante o século XVIII, os pensadores franceses se puseram à frente do movimento cultural conhecido como Iluminismo. Herdeiros do racionalismo do século XVII e animados pelo progresso das ciências naturais, os filósofos franceses prepararam o caminho das transformações sociais ao divulgar os princípios da razão, da crítica e da liberdade. Estava pronta a base filosófica da revolução francesa. No pensamento político e social do Iluminismo se destacaram o barão de Montesquieu, Voltaire e Jean-Jacques Rousseau.

Revolução francesa
A sociedade francesa do final do século XVIII dividia-se em três segmentos. Dois deles, o clero e a nobreza, exerciam grande influência na vida política e econômica da sociedade, enquanto o terceiro estado, composto pela burguesia, os artesãos e os camponeses, era representado apenas no sistema político.
Em 17 de junho de 1789, reuniram-se em Versalhes os Estados Gerais, que se constituíram em assembléia nacional, da qual, por ordem real, foi expulso o terceiro estado. Teve início, então, o processo revolucionário materializado com a formação da Assembléia Nacional Constituinte, em 9 de julho, e com a tomada da prisão do estado, a Bastilha, no dia 14 do mesmo mês.
Os choques entre representantes do povo e o rei, cada vez mais violentos, culminaram com a deposição de Luís XVI em 1792, sua execução no ano seguinte e a proclamação da república.
Começou, então, a época do Terror, caracterizada por um poder legislativo destituído de iniciativa e um executivo forte, com poder de ordenar execuções sumárias, em que se destaca Maximilien de Robespierre, líder do partido jacobino, que depusera o rei. A Grã-Bretanha aproveitou-se da situação de terror para formar uma coalizão contra a França.

França 4

Um grupo mais moderado ocupou o poder depois da execução de Robespierre (1794) e, em 1795, a convenção foi substituída pelo diretório criado pela nova constituição e composto de cinco membros. O novo governo, dividido internamente, teve que lutar contra os realistas e contra os jacobinos extremistas e, no plano externo, combateu a coligação da Grã-Bretanha, Áustria e Prússia. O diretório durou quatro anos e, em 9 de novembro de 1799 (18 brumário, no calendário da revolução), foi dissolvido por Napoleão Bonaparte, jovem general que conquistara quase toda a Itália e obtivera grandes vitórias no Egito.
Napoleão instituiu o consulado provisório, constituído de três membros, mas no qual o poder se concentrava de fato nas mãos do primeiro-cônsul. Século XIX. Em 1804, depois de ter sido eleito cônsul vitalício em plebiscito, Napoleão foi coroado imperador dos franceses e instaurou um regime monárquico, embora inspirado nos princípios da revolução. Teve início, então, um período de hegemonia francesa no continente, resultado da intensa atividade militar de Napoleão.
O auge do domínio francês ocorreu em 1812 com a submissão da Itália e da Prússia, enfraquecimento da Áustria, concessões da Rússia e combates na Espanha e em Portugal, além de batalhas constantes contra os ingleses. Entretanto, as derrotas das tropas napoleônicas na Espanha e a desastrosa retirada de Moscou fizeram com que outras nações se unissem na luta contra a França.
Napoleão foi vencido em Leipzig em 1813, o que precipitou a queda do império. Abdicou em 1814 e foi desterrado para a ilha de Elba, enquanto Luís XVIII, irmão de Luís XVI, ocupava o trono. A revolução voltava, pelo menos formalmente, ao ponto de partida, com a restauração da monarquia constitucional.
Em 1815, Napoleão tentou recuperar o poder, mas foi definitivamente derrotado em Waterloo e confinado na ilha de Santa Helena, no Atlântico sul. Luís XVIII voltou a ocupar o trono e as fronteiras da França se fixaram onde estavam antes da revolução. O governo de Luís XVIII, o primeiro da Restauração, adotou uma política liberal e moderada, mas seu substituto, Carlos X, reinou apoiado pela igreja e pelas forças ultraconservadoras.
A revolução burguesa de 1830 obrigou o rei a abdicar em favor de seu neto, Luís Filipe, antes de fugir para o Reino Unido. Membro da casa de Orléans, ramo colateral dos Bourbons, Luís Filipe foi nomeado rei, em vitória da burguesia sobre a aristocracia. Seu reinado deu ao país um período de grande desenvolvimento capitalista e industrial, apoiado por uma política autoritária.
O surgimento de um novo proletariado, o florescimento do pensamento socialista, com intelectuais como Henri de Saint-Simon e Charles Fourier, e o início de uma crise econômica precipitaram a revolução de 1848, após a qual foi proclamada a segunda república, regida por uma nova constituição. Luís Napoleão Bonaparte, sobrinho de Napoleão I, foi eleito presidente da república, protagonizou um golpe de estado em dezembro de 1851 e, no ano seguinte, proclamou-se imperador com o nome de Napoleão III.
Napoleão III governou de forma autoritária, tentando criar um império colonial e devolver à França a antiga grandeza. Durante o segundo império, foram restabelecidas a liberdade de imprensa e de opinião e a maior parte dos direitos individuais. Destaca-se também o amplo programa de obras públicas no qual se inseriu a construção do canal de Suez.
A política externa, porém, isolou a França na Europa, dominada então pela diplomacia do chanceler prussiano Otto von Bismarck. A rivalidade com a Prússia, cujo poder se expandia na Europa central, precipitou a deflagração da guerra de 1870, a propósito da sucessão espanhola. Depois das batalhas de Sedan e Metz, os exércitos franceses, cercados, foram obrigados a capitular. A França perdeu a Alsácia e a Lorena e comprometeu-se a pagar pesada indenização de guerra. Napoleão III foi capturado e instalou-se a terceira república. O novo período começou com prenúncios de instabilidade política, como a explosão revolucionária da Comuna de Paris, esmagada pelo primeiro governo da terceira república, e a tentativa de golpe do presidente Marie-Edme-Patrice-Maurice de Mac-Mahon em 1877. Uma vez consolidado, o regime optou por uma política colonialista.
Século XX. A disputa entre a França e a Alemanha pela posse da Alsácia e Lorena, as guerras balcânicas, a rivalidade econômica e as ambições imperialistas foram às causas da primeira guerra mundial, iniciada em 1914. A Alemanha invadiu a Bélgica e a França, mas foi detida no Marne. Depois de uma longa ofensiva contra os aliados, os alemães, derrotados, assinaram o armistício em 1918. Pelo Tratado de Versalhes, a França recuperou a Alsácia e Lorena e exigiu, como os outros vencedores, indenizações de guerra. Durante o pós-guerra, os problemas políticos da França se agravaram: instabilidade dos governos, enormes gastos provocados pela guerra e o início da crise econômica mundial de 1929.
Entre 1932, auge da crise provocada pela depressão econômica, e 1936, quando o socialista Léon Blum unificou as esquerdas e formou seu governo de Frente Popular, a França teve dez governos diferentes. O ressentimento alemão diante das condições impostas pela França em Versalhes foi uma das causas do crescimento do nacional-socialismo e do início da segunda guerra mundial. Depois de invadir os Países Baixos, a Bélgica e Luxemburgo, em 14 de junho de 1940, o exército do Terceiro Reich ocupou Paris e, no dia 22, foi assinado o armistício franco-alemão.
A França ficou então dividida numa zona ocupada e outra governada pelo marechal Philippe Pétain, com capital em Vichy, manipulada por Hitler. Enquanto isso, de Londres, o general Charles de Gaulle incentivava a resistência da "França Livre" contra a Alemanha e o regime colaboracionista de Vichy. Em 1944, os aliados reconquistaram a França e De Gaulle liderou o governo provisório da nação.
Em 1946 De Gaulle renunciou e aprovou-se uma nova constituição, o que deu início ao período conhecido como quarta república. A situação era dificílima: o país estava destruído após a guerra e as colônias --Madagascar, Indochina, Tunísia e Marrocos -- exigiam a independência. O problema mais sério enfrentado pela quarta república, contudo, foi à guerra da Argélia.
A divisão do país em torno da política a seguir frente ao movimento argelino pela independência obrigou De Gaulle a voltar ao poder e instaurar a quinta república, em 1958. A nova constituição aumentou as atribuições do presidente e do governo frente à assembléia e foi criada a Comunidade Francesa das Nações (Communauté). Em 8 de janeiro de 1959, o general De Gaulle assumiu a presidência e nomeou os membros do governo. O problema argelino solucionou-se em 1962, quando a colônia conquistou a independência.
Para De Gaulle a Europa não deveria depender dos Estados Unidos nem da União Soviética, mas constituir uma terceira força mundial liderada pela França.
Eleito para um segundo mandato em 1965, retirou a França da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e não mais permitiu instalações militares estrangeiras em território francês. No plano interno, as revoltas de estudantes e trabalhadores, em maio de 1968, repercutiram na economia ao criarem um sentimento de insegurança social e descontentamento.
Em 1969, derrotado num referendo sobre reformas no Senado, De Gaulle renunciou. Nas eleições de 15 de junho de 1969 foi eleito Georges Pompidou, ex-colaborador De Gaulle, cuja política caracterizou-se pela austeridade econômica, com a desvalorização do franco. Após a morte de Pompidou, em 1974, a presidência foi ocupada pelo candidato centrista Valéry Giscard D'Estaing, que promoveu a reaproximação com os Estados Unidos, mas sua política econômica aumentou o desemprego, a inflação e o déficit da balança de pagamentos.
O presidente seguinte, eleito em 10 de maio de 1981, foi o socialista François Mitterrand que, depois de um período inicial de nacionalizações e aumento dos gastos públicos, estabeleceu uma política mais moderada e mais austera na área econômica. Entretanto, o aumento do desemprego e a inflação alta (15,3% ao ano) permitiram que a direita vencesse sucessivas eleições e finalmente se instalasse como maioria na Assembléia Nacional. O presidente Mitterrand teve de conviver com um primeiro-ministro conservador, o neogaullista Jacques Chirac, que trabalhou para reverter às conquistas socialistas de Mitterrand. Em 1988, porém, Mitterrand derrotou Chirac e formou um novo gabinete socialista, dirigido por Michel Rocard.
Este foi substituído por Edith Cresson em abril de 1991, mas, com o revés do partido socialista nas eleições municipais do ano seguinte, o cargo de premier passou a Pierre Bérégovoy. Acusado de corrupção, Bérégovoy foi responsabilizado pela esmagadora derrota socialista nas eleições de 1993. Depois de deixar o governo em fins de fevereiro de 1994, suicidou-se no Dia do Trabalho desse mesmo ano.
Instituições políticas
De acordo com a constituição da quinta república, de 1958, reformada em 1962, o sistema parlamentar francês se compõe da Assembléia Nacional, formada de 577 deputados, eleitos a cada cinco anos, e pelo Senado, composto de 321 senadores eleitos para mandatos de nove anos, com renovação de um terço a cada três anos. A Assembléia exerce o poder legislativo e tem também a função de controlar o governo.
O poder executivo é exercido pelo presidente e por um conselho de ministros presidido pelo primeiro-ministro. O presidente da república é eleito diretamente, por maioria absoluta, para um mandato de sete anos e tem amplos poderes, inclusive o de nomear e demitir o primeiro-ministro e dissolver a Assembléia Nacional. É o comandante supremo das forças armadas. O poder judiciário é independente e compõe-se de tribunais com jurisdição civil, penal, profissional e administrativa.
A organização administrativa da França se estrutura em regiões, departamentos, distritos, cantões e municípios. O território metropolitano se compõe de 95 departamentos, aos quais se somam cinco ultramarinos (Martinica, Guadalupe, Reunião, Guiana Francesa e São Pedro e Miquelon) e quatro territórios de ultramar (Polinésia Francesa, Wallis e Futuna, Nova Caledônia e Mahoré). O país também reclama soberania sobre uma porção da Antártica.
Para facilitar o planejamento regional, os departamentos foram agrupados em 21 circunscrições de ação regional, ou regiões. No plano administrativo, os departamentos estão divididos em 322 unidades, os arrondissements, que se subdividem em 3.208 cantões.
Dentre os numerosos partidos políticos franceses destacam-se o Partido Socialista, a Reunificação para a República (gaullista), a União para a Democracia Francesa (centrista), o Partido Comunista e a Frente Nacional (de direita).
No plano internacional, a França faz parte de vários organismos e pertence à Comunidade Européia (CE). No plano militar, o país tentou manter-se independente. Assim é que, embora participando da Organização do Atlântico Norte (OTAN), em 1966, abandonou sua estrutura militar. Faz parte do Conselho de Segurança das Nações Unidas e, como membro permanente, tem direito de vetar qualquer decisão da maioria. Pertence ainda ao Grupo dos Sete, integrado pelos países mais ricos do mundo.
Sociedade
A França é um dos países mais desenvolvidos da Europa ocidental, mas a distribuição da riqueza não se dá de forma equitativa. Na segunda metade do século XX persistia uma acentuada diferença entre os grupos sociais: os agricultores, por exemplo, recebiam remuneração muito inferior à dos operários de indústrias. Além disso, o desequilíbrio econômico entre as regiões era notável.
Os sindicatos se organizam principalmente de acordo com as tendências políticas e a localização geográfica. Os mais importantes são a Confederação Geral do Trabalho (CGT), de orientação comunista, a Confederação Francesa Democrática do Trabalho, de tendência católica; e a Força Operária, de ideologia socialista.
A previdência social, implantada na década de 1930, só se tornou eficiente depois da segunda guerra mundial. Cerca de oitenta por cento dos franceses se beneficiam do seguro social, que cobre aposentadoria, gastos com médicos e remédios, além de abono para famílias numerosas. Um dos problemas sociais mais sérios da França é a escassez de moradias, agravada pelo estado de conservação das que existem: um terço das residências francesas tem mais de cem anos.
Para solucionar o problema, o estado dá créditos e incentivos para a construção de casas. O sistema educativo francês caracteriza-se pela centralização, embora os acontecimentos de maio de 1968 tenham garantido maior autonomia aos centros universitários. A educação básica é obrigatória e gratuita nos centros de ensino público e divide-se em primária e secundária, cursada por crianças na faixa dos 6 aos 11 anos e dos 11 aos 15 anos, respectivamente.
Cultura
A vida cultural francesa é das mais intensas e influentes do mundo. Em todas as manifestações culturais e artísticas a França prestou contribuições fundamentais.
A partir do século XI, a arquitetura francesa passou a desenvolver um estilo próprio, o românico, divulgado pelos monges da abadia de Cluny. Entre os séculos XII e XIV manifestou-se o estilo gótico, presente nas catedrais de Chartres, Reims e Notre-Dame de Paris, que alcançou a expressão máxima de seu brilho na Sainte-Chapelle de Paris. Na arte visual, destacam-se os retábulos, iluminuras e a tapeçaria.
A arquitetura do Renascimento seguiu o modelo italiano, embora com características próprias. Na pintura do período, os retratos foram à modalidade preferida.
No final do Renascimento verificou-se uma retomada das tendências vindas da Itália, que se manifestaram, no plano pictórico, na preferência por cenas mitológicas, bucólicas e de paisagens com perspectivas clássicas. Durante o reinado de Luís XIV, construíram-se muitos palácios particulares de estilo barroco e realizaram-se importantes projetos urbanísticos (um exemplo é a praça da Vitória) e de jardinagem (jardins de Versalhes e Tulherias, em Paris). Seguiu-se o estilo rococó, no qual se destacaram os pintores Antoine Watteau e François Boucher, e o escultor Jean-Baptiste Pigalle. Os móveis e a tapeçaria foram o ponto alto do estilo rococó.
Nos últimos trinta anos do século XVIII ocorreu um retorno à antiguidade com o neoclassicismo, cujo principal expoente foi Jacques-Louis David, pintor da burguesia revolucionária e, em seguida, pintor oficial de Napoleão. Na arquitetura recuperou-se a pureza e a elegância das construções romanas em obras como o Panthéon, a igreja da Madalena e o arco do Carrossel, em Paris.
Com a chegada do século XIX e o fim do antigo regime, a pintura passou a predominar entre as artes e Paris transformou-se no centro mundial da cultura. Sucederam-se as tendências artísticas: romantismo, com Eugène Delacroix; paisagismo, representado por Théodore Rousseau e Jean-Baptiste-Camille Corot; realismo, cujo expoente máximo foi Gustave Courbet; e impressionismo, com Pierre-Auguste Renoir, Édouard Manet, Claude Monet, Camille Pissarro, Alfred Sisley e outros grandes inovadores como Edgar Degas, Paul Cézanne, Paul Gauguin e Henri de Toulouse-Lautrec.
 A preocupação com a pesquisa permanente levou ao nascimento de novas tendências pictóricas: o fauvismo, com Henri Matisse e Maurice de Vlaminck, o cubismo, com Georges Braque, e o expressionismo, com Georges Rouault e Édouard Goerg. Surgiram posteriormente a pintura ingênua e o surrealismo, que levaram a pesquisa pictórica a outros caminhos. No campo da escultura destaca-se principalmente a figura de Auguste Rodin, que abandonou a tendência realista de François Rude e Jules Dalou e espiritualizou a escultura.
No século XIX a arquitetura seguiu tendências diferentes, como a clássica, a neogótica e a eclética. A utilização do ferro conduziu ao funcionalismo, que teve em Alexandre-Gustave Eiffel seu representante máximo.
No século XX a arquitetura foi influenciada pelo aparecimento de novos materiais -- concreto armado, aço, plástico -- e destacou-se o nome de Édouard Jeanneret, chamado Le Corbusier, que revolucionou a arquitetura mundial com suas idéias sobre espaço.
Na música, entre as principais contribuições francesas estão às canções de trovadores da Idade Média, as inovações na polifonia com Jean-Philippe Rameau, a música impressionista de Claude Debussy e Maurice Ravel e a música concreta do século XX.
O cinema nasceu na França, com os irmãos Louis e Auguste Lumière, inventores do cinematógrafo e os primeiros a realizar um filme. Posteriormente surgiu a figura de Georges Méliès, que foi o primeiro a compreender as possibilidades do cinema no mundo do espetáculo. Na década de 1920 surgiram dois nomes muito importantes para o cinema francês: Jean Renoir e René Clair. A partir de 1960, um grupo de diretores novos passou a exercer influência no panorama mundial, num movimento que se tornou conhecido como nouvelle vague. Entre eles assinalam-se Alain Resnais, Jean-Luc Godard e François Truffaut.

Seguidores